quarta-feira, 8 de abril de 2009

EDI - Eletronic Data Interchange & Logística

Introdução

A realidade de nosso cotidiano a cada dia nos revela novas barreiras, novidades,
relações e empreendimentos dos mais diferentes tipos, fazendo com que nós como sociedade
pensante, nos adaptemos a todo o momento com essas mudanças que surgem cada vez mais
em lapsos temporais menores. Visto esse quadro social, percebe-se como a presença da
tecnologia é de suma importância para “facilitar” essas relações de informação, resultando em
ganhos para todos os lados quando bem operada e sucedida.
Voltando-nos para esse lado tecnológico, enfocamos a ferramenta denominada EDI
(Eletronic Data Interchange / Intercâmbio Eletrônico de Dados), que nada mais é do que a
resposta para os problemas com o gerenciamento da troca informacional dentro de grandes
corporações, como o caso das relações Fornecedor-Cliente Final, que carecem muitas vezes
de certos cuidados durante esse intercâmbio.
Algumas afirmações são dadas sobre esse sistema por alguns autores, vamos a elas:
  • Eletronic Data Interchange (Intercâmbio Eletrônico de Dados): é a troca de informações entre computadores de parceiros. Para que isto seja possível, utiliza-seum formato padrão, de domínio público. (NSI-Dekanet)
  • Tecnologia de Informação capaz de estreitar o relacionamento entre empresas,podendo ser definido como fluxo eletrônico e padronizado de dados entre empresasque permite melhorar os resultados, tanto em termos operacionais quanto estratégicos. (PLONSKY 2000 ,FEA-USP)
  • Movimento eletrônico de informações entre comprador e vendedor, com o propósitode facilitar uma transação de negócios (Hansen & Hill, 1989)
  • É uma rede de acesso direto aos clientes do provedor, permitindo a conexão entre os sistemas eletrônicos de informação entre empresas, independentemente dos sistemas e procedimentos utilizados no interior de cada uma dessas empresas(PIZYSIEZNIG 1997, p.55).
  • A função principal de um provedor EDI é, no momento da adesão de um cliente à rede, instalar o hardware e o software para a tradução das informações em padrões normatizados internacionalmente (PIZYSIEZNIG 1997, p.52).
  • O EDI tem seu suporte amparado pelo sistema EDIFACT, padrão internacional de mensagens criado pela ONU (em 1986); (NSI- Dekanet / Wikipédia);

Tecnologia da Informação
Dentro desses conceitos de EDI, o que atende melhor nossa proposta e ampara todas as
afirmações até o momento, é o conceito da TI (Tecnologia da Informação), que nasceu do
advento da Era Informacional gerada a partir do âmbito da globalização.
O assunto globalização já é velho conhecido de nossa sociedade, e afirmado nas
entrelinhas de nossa introdução sobre o assunto, vem trazer dinamicidade no processo dos
canais de comunicações globais, reduzindo ainda mais o tempo de intervalo entre uma
informação e outra. Se nos voltarmos ao passado perceberemos o quanto era uma difícil tarefa
levar uma informação de um lugar a outro, ainda mais se lavarmos em conta a troca de
informações de uma nação para outra. Com essa rapidez no processo informacional, as
empresas em especial a partir da TI e EDI, ganharam mais flexibilidade, em vista da
facilidade ao acesso a informações vitais exigindo tomadas de decisões mais curtas, porém
muito mais pautadas na realidade. O aspecto da redução dos custos resultantes desse novo tipo
de interação é outro fator animador tanto para empresários quanto gestores, que veem uma
menor incidência de erros ou má interpretação por parte de alguns envolvidos no processo
durante transações de compra ou venda que tendem a agregar valor se forem bem
administradas.
O acúmulo de papéis nas empresas é outro problema inerente as corporações, que há
algum tempo atrás tinham de reservar grandes espaços dentro de suas repartições para
armazenar toda essa gama burocrática captada durante relações comerciais, como notas
fiscais, contratos, contas, balanços e entre outros. Entretanto com toda modernidade da era
informacional, essas repartições foram substituídas por HD’s (Hard Disk) e redes de
computadores como a Internet, que facilitaram esse trabalho com uma capacidade de
armazenamento muito maior do que várias salas construídas com capital interno de empresas,
que nesse caso o EDI novamente fortalece essa tendência natural.
Nesta nova realidade chamamos a atenção para o e-commerce, que de uns anos para cá,
vem ganhando mais espaço dentre as várias representatividades comerciais conhecidas.
Quesitos como:
  • Comodidade;
  • Facilidade;
  • Rapidez; e
  • Tranquilidade;
Trazem ao consumidor uma maneira muito agradável de adquirir aquilo que procura
(necessita) sem se preocupar em muitos casos de se locomover até o local de venda do
mesmo, mudando novamente a relação (interface) cliente-vendedor, para uma cadeia de valor.
Elucidando um pouco alguns ambientes como o B2B (Business to Business) ou o B2C
(Business to Consumer), percebe-se que com aliados com o e-commerce já renderam mais de
US$ 109 Bilhões e US$ 18 Bilhões respectivamente em 1999 nos EUA (LEITE, 2003). No
caso do Brasil já rentabilizaram R$ 4,4 Bilhões em 2006 (E - bit – Grupo de pesquisas, 2006).

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