São necessários 850 quilos de plástico reciclado para produzir uma
tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada
tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.
ientistas brasileiros conseguiram criar o que pode ser um grande passo
para resolver um problema ambiental gigantesco. Veja na reportagem de

Helen Sacconi.
Uma folha de papel é resultado de um estudo que durou seis anos,
realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos. É o
chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima, em vez
da celulose.
A fabricação consome menos água e menos energia do que a do papel
tradicional e praticamente qualquer embalagem plástica, jogada no
lixo, pode ser aproveitada. O plástico é triturado e misturado a uma
série de substâncias e vai para uma máquina, onde é submetido a altas
temperaturas.
Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo
termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel
sintético, que tem outras vantagens.
"É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios
ultravioleta”, afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.
A ideia já foi testada em larga escala e patenteada. "Ele pode ser
aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros",
disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.
Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade
chegue ao consumidor. Mas essa pequena amostra foi levada a uma
papelaria. "É bom para escrever, eu acho que vale a pena", disse uma
mulher.
Oitocentos e cinquenta quilos de plástico reciclado são necessários
para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os
pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam
de ser cortadas.
Os estudos revelam que, se fosse aplicada em sala de aula, a novidade
poderia aumentar a vida útil de livros e de cadernos. "É essa a
questão, a reposição do material, a reconstrução, unir o que é dá para
reutilizar", disse a professora Alessandra Lopes da Fonseca.
Uma família, que compra livros usados para diminuir as despesas,
gostou da ideia. "Acho que a durabilidade, a economia vai ser bem
maior. Vai ser bem melhor você tirar lixo do meio ambiente do que
derrubar árvores", disse a secretária Erika Signini.
Acesso aos links para consulta:
Globo.com
http://jornalnacional.globo.
Inovação e Tecnologia
http://www.
Universidade Federal de São Carlos- Inovação
http://www.inovacao.ufscar.br/


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